SINAIS DO ABUSO INFANTIL

SINAIS DO ABUSO INFANTIL

A criança que está passando ou passou por alguma situação de abuso sexual, nem sempre vai dizer “ai” pela fala, mas há alguns sinais que podem ser observados e investigados, como:

• Mudança repentina de comportamento, de humor;

• O uso de palavrões que, de repente, passam a ser mencionados;

• Desenhos;

• Alergias;

• Comportamento de autoflagelação, como cutucar unhas, arrancar cílios, sobrancelhas ou cabelos;

• Irritabilidade;

• Baixa imunidade;

• Agitação fora do normal;

• Timidez considerável;

• Atitudes de “rebeldia”;

• Cobrir o corpo com roupas grandes, desproporcionais ao corpo e ao clima, como blusas de frio, dentre outras;

• Quando a limpeza corporal ultrapassa o equilíbrio. A mania de larvar as mãos, por exemplo. Por que razão isso está ocorrendo? Pode ser um gatilho de que ela se vê suja.

• Ideação suicida: indague, o está conduzindo o meu filho a pensar nisso? A vida está perdendo sentido para ele, onde entrou tanta tristeza nessa criança?

• Pavor noturno: quando se deita não descansa, o cérebro está em constante alerta, agitação. O que pode estar escondido nesse comportamento?

• Ausência de cuidado com a aparência: uma criança que tinha comportamentos normais de higiene, de repente, passa a ter prazer no mal cheiro. O cheiro ruim já não a incomoda mais.

• Olhar entristecido ou mesmo perda da timidez.

• Repetição: interesse por questões sexuais, por também tocar, brincar escondido, muitas vezes, pode ser só uma curiosidade, outras não. 

Procure entender por que a criança quer ver o órgão sexual do amiguinho? Não corrija, não brigue, primeiro, busque descobrir o porquê, abra um caminho de conversa, para ouvir e na sequência ensinar.

Há casos de crianças, que procuram o abusador. Nem sempre o abuso foi ruim para ela. O abusador deu carinho, fez cafuné, foi agradável, presenteou. A criança confia naquela pessoa. Pode ser que a criança tenha um histórico de rejeição familiar e a busca pelo abusador, pode estar produzindo uma sensação prazerosa, para suprir essa rejeição.

Muitas vezes o pai e mãe são pais presentes, mas a criança é desamparada de afeto, proteção e carinho. O abusador se aproxima acolhendo, ele prepara o ambiente para isso, a criança estando vulnerável, ele abusa.

Existe uma confusão na mente da criança: Ele me ama, mas fez isso comigo, mas, ele me ama.

Se a criança é abusada de forma repetida, ela vai ter uma sensação de prazer próxima a do adulto, então ela pode procurar o abusador para repetir essa sensação.

Ao observar comportamentos como estes, não rotule, investigue!

Comece a investigar, a criar estratégias favoráveis para que ela possa falar, se expressar.

Busque algumas possibilidades: onde ela ouviu essa palavra? Assistiu algum desenho, um adulto falou perto dela, viu num filme?

Brinque de teatro com a criança, imaginando que está na escola, pois, naturalmente, ela começa a contar quem são seus amiguinhos, e como eles se comportam.

Seja intencional! Crie situações num ambiente seguro e favorável, mas, cuidado!

Não interpele a criança dizendo que a palavra é “feia”, porque você a inibe.

Se ela descobre que a palavra é “feia”, pode ficar intimidada e constrangida com isso e se silenciar. Dessa forma, você perde a oportunidade de dar sequência ao assunto.

Pergunte: onde você ouviu isso, meu filho? Não corrija, investigue!

Em geral, surgem momentos que os filhos trazem perguntas sobre sexo. É um bom momento para sanar todas as dúvidas da criança, lembrando de respeitar as suas condições psicológicas.

Um filho, ao perguntar sobre o que é sexo, antes de emitir alguma resposta, retorne-o à mesma indagação: o que é sexo para você?

Assim, ao invés de aprofundar um assunto, além do limite que ele possa alcançar, você consegue ter a noção do que ele realmente sabe e de até onde seria possível avançar no assunto.

Um assunto que pode ser tratado bem cedo é a nomeação das partes do corpo, que pode ser feita a partir dos dois anos de idade, segundo a psicóloga Sônia Takayama.

Esta mesma profissional nos diz que o abuso vai ser, muitas vezes, mostrado através do corpo.

A criança pode apresentar dificuldade de verbalizá-lo, por isso os profissionais da área recorrem muito ao desenho infantil.

Mas, a criança pode apresentar alergia, comportamento de autoflagelo, como cutucar unhas, arrancar os cílios, sobrancelhas, irritabilidade, baixa imunidade, uma agitação fora do normal.

Algumas vezes, uma timidez considerável, com a necessidade de querer se esconder, que se manifesta, por exemplo, com a recusa de ir à casa do abusador, porque, este, geralmente convive com a família da criança. Por vezes, os pais consideram estes comportamentos, como possíveis atitudes de rebeldia.

É importante saber que a criança sempre vai manifestar o abuso de algum modo: falando, desenhando, ou através do corpo.

O livro “O corpo fala”, de Pierre Weil, é um bom referencial para pensar neste assunto.

Precisamos dar voz a quem não tem voz!

Precisamos agir e acolher as vítimas!

Precisamos trabalhar para que não aconteça mais!

Há 14 anos, sou pastora no Ministério Sonho de Deus, em Taubaté. Há 9 anos, trabalho no acolhimento de vítimas que passaram por situação de abuso em sua infância, juventude ou até na fase adulta.

Eu sou uma voz para quem sofre calada(o)!

Eu tenho um compromisso com você!

Zelinda Pastora – Pastora e idealizadora do Projeto – “Um toque de amor”.

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